Ao longo de sua história o MMC luta incansavelmente na Defesa da Vida, da Biodiversidade, na preservação das sementes crioulas, pela valorização do conhecimento popular das mulheres camponesas, e, da cultura camponesa. Isso se concretiza no fortalecimento de praticas agroecológicas de produção de alimentos saudáveis e construção do Projeto de Agricultura Camponesa e Feminista.
O ano de 2014 foi decretado pela FAO como Ano Internacional da Agricultura Familiar Camponesa e Indígena, em razão disso estão acontecendo diversas atividades e eventos que debatem o tema. Nesse sentido, Sandra da Rocha Rodrigues escreveu uma pequena poesia para evidenciar a importância da valorização da Agricultura Camponesa Indígena e Familiar, bem como, do protagonismo das camponesas na produção de alimentos saudáveis!
Debater é importante,
Mas é urgente e necessário
Facilitar a implementação
De políticas publicas que valorizem a nobre missão
De produzir alimento saudável
E fecundar nosso chão
Com sementes de vida,
Sementes de transformação.
Agroecologia é modo de vida,
Modo de produção.
Sem feminismo não há agroecologia,
Temos essa compreensão,
Que se fortalece a cada dia,
De invisibilidade e de opressão.
Que vive a camponesa,
No trabalho, na dura lida
Lutando e defendendo a vida.
Investir na agricultura camponesa, indígena e familiar
É ter clareza do seu papel elementar
Para assegurar a soberania alimentar.
Os olhos do mundo insistem em não enxergar,
Quem produz alimento pra fome do mundo eliminar
É a agricultura, camponesa, indígena e familiar.
* Poesia de Sandra Marli da Rocha Rodrigues